Humildade como Cristo
O hino do "esvaziar-se" — e como uma teologia de 2.000 anos cabe no seu trabalho de hoje
01Leitura
“Nada façam por egoísmo ou vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos, cada um cuidando não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Que o vosso modo de pensar seja o mesmo que houve também em Cristo Jesus, que, existindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens.”
02Comentário
Paulo interrompe a carta com o que os estudiosos chamam de "hino cristológico" — um trecho que soa quase como uma canção antiga, talvez cantada nas primeiras igrejas. E o que ele descreve não é uma virtude qualquer: é o próprio Deus, em Cristo, escolhendo o caminho contrário ao que qualquer um de nós escolheria por instinto.
Paulo resume esse movimento em uma expressão: — no grego, kenosis. Não é que Cristo deixou de ser Deus; é que ele abriu mão do que tinha direito de reivindicar. Essa é a régua que Paulo dá aos filipenses para medir humildade: não é se diminuir por baixa autoestima, é abrir mão de um direito legítimo por causa do outro.
03Diário
Onde, essa semana, você teve um 'direito legítimo' que poderia abrir mão por causa de alguém?
04Oração
Senhor, o meu instinto é guardar o que é meu — meu tempo, minha razão, meu lugar. Ensina-me a ter a mesma mente de Cristo: não por fraqueza, mas por amor. Amém.
